quarta-feira, 22 de outubro de 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Parte VIII

A TERCEIRA VAGA

Depois da adesão massiva na Inglaterra, Europa, e menos na Australia, o ska two tone não teve impacto na América. Bandas como os Madness e os The Specials eram consideradas ‘muito inglesas’ provavelmente devido às suas letras abordarem directamente os problemas sociais e políticos que diziam directamente respeito aos Ingleses, e por isso não foram englobados nos festivais Americanos. Recentemente o ska protagonizou outra onda de popularidade. A terceira vaga existe em muitas formas e combina diferentes estilos de rock com ritmos ska e instrumentação. Bandas como os Hepcat, New York Ska Jazz Ensemble, Jazz Jamaica e the Stubborn all Stars tocam o ska tradicional da primeira vaga. Em contraste o som dos Operation Ivy, Rancid, Voodoo Glow Skulls e os Big Fish favoreceram o ‘ska-core’ mais pesado com notórias influencias punk. E existem diversas bandas que tocam num estilo intermédio. O som destas bandas é variado, com as caracteristicas do ska tradicional, mas por vezes não sendo muito óbvio.
Como em outras eras, a terceira vaga do ska foi criada a partir do interesse nas bandas de Two Tone. Ainda hoje alguns dos temas originais tem enorme sucesso. Imaginem a satisfação de Lord Tanamo, quando a canção ‘I’m in the Mood for Ska’ esteve na tabela de álbuns na Inglaterra em 1990, vinte e cinco anos depois do seu primeiro lançamento. Em 1995, membros dos The Specials gravaram um disco de ska tradicional com versões, com Desmond Dekker lançando ‘Todays Specials’ (1996) e mais recentemente o excelente ‘Guilty’. Hoje as bandas de ska como os Skatalites, Toots and The Maytals,os The Specials, Mighty Mighty Bosstones e muitas outras tem enorme sucesso ao longo do mundo. Na Austrália, os The Allniters foram muito populares nos anos 80 mas é com uma nova versão ‘Montego Bay’ que estão a ter novamente sucesso através de uma nova banda The Porkers.

Parte VII

TWO TONE

Em 1979 o ska resurgiu popularmente. Inicialmente o ska ressurgiu como um fenómeno, mas gradualmente alastrou ao resto do mundo, incluindo a Austrália. As bandas mais notáveis associadas à segunda vaga do ska seriam os The Specials, Madness, The Beat, e os The Selecter. Todas estas bandas gravaram os seus primeiros álbuns para a ‘Two Tone Records’, uma editora criada pelo pianista dos The Specials Jerry Dammers. O nome da editora teve a sua origem na batida do ska original que nasceu em 1960 e também reflectia a multiracial dos grupos que assinavam pela editora. A imagem da editora era baseada no negativo de uma fotografia de Peter Tosh no inicio dos Wailing Wailers. Este ‘Rude Boy’ começou a ser conhecido por Walt Jabsco.
Os artistas de Two Tone libertaram-se das atitudes e filosofias da primeira vaga das estrelas de ska. Os The Specials adoptaram o seu nome de ‘special’ das primeiras gravações da Jamaica e ‘Madness’ era o nome de uma música de Prince Buster. No entanto estas bandas não tentaram conciliar o seu estilo musical. Acreditavam que se era uma boa canção deveriam apenas tocá-la. Na altura, alguns fãs acreditavam que as canções eram originais,no entanto não eram mais do que versões. Na listagem abaixo estão algumas das versões clássicas feitas pelas bandas de two tone.

A popularidade destas versões fez com que as gravações originais dos Symarip’s ‘Skin head Moonstomp’ tenha aparecido nas tabelas exactamente dez anos depois da sua primeira aparição. Também é interessante o facto de Prince Buster tenha feito mais dinheiro através da licença de uso destas canções para versões do que na venda dos seus álbuns.
As duas bandas também pagaram o tributo aos artistas originais de ska usando o seu material a partir das gravações originais. A musica foi adaptada, rearranjada, e usada como base como um ritmo original. Algumas vezes, algumas letras de canções eram usadas como inspiração de novas canções. Em baixo estão exemplos disto.

Apesar do facto da reedicção de canções de ska, a era do som do Two Tone era mais fresca e nova. A era do punk-rock dera novas regras musicais e a segunda vaga do ska incorporou a sua energia. As gravações do Two Tone são caracterizados por tempos mais rápidos, instrumentação num todo e mais pesada que o ska original. Todas as bandas de Two Tone eram compostas por jovens e da classe trabalhadora dos subúrbios e então as suas letras reflectiam as suas preocupações relativas à: escola, trabalho, politica, crime, racismo e diversão.

Parte VI

DO ROCKSTEADY AO REGGAE

Em 1966 na Jamaica muitas audiências cresceram baseando-se na oscultação do tom de ska e de tempo. Por volta de 1966 a batida ska tornou-se mais lenta e o rocksteady nasceu. Alguns dizem que na Jamaica nesse verão o calor era insuportável levando com que o estilo tenha-se tornado mais relaxado, no entanto as verdadeiras razões para esta mudança podem ser traçadas mais uma vez pela contínua influência do R&B americano. Em meados dos anos 60 o R&B desenvolveu-se para um estilo mais soul em Motown, Memphis e de Philadelphia. Os músicos jamaicanos responderam a isto com um estilo ainda mais lento. O hit mais notável no rocksteady foi ‘The Tide is High’ pelos The Paragons. Nos anos 80 foi recuperada pela Blondie tendo sido e seu maior sucesso. As influencia duma outra corrente religiosa, o Rastafarismo desenvolveu o ska e o rocksteady e então nasceu o Reggae, tal como o conhecemos hoje.
O NASCIMENTO DO SKA BRITÂNICO
O ska chegou a Inglaterra com os imigrantes por volta de 1960 sendo conhecido inicialmente por ‘Bluebeat’. O primeiro hit internacional de ska foi ‘My Boy Lollipop’ por Millie Small. Foi gravado em Inglaterra em 1964 pela Island records e foi o rosto de um jovem inglês Rod Stewart, que começava a dar os primeiros passos na cena musical na Harmónica o seu catalizador. O ska ganhou popularidade na cena Mod e muitos hits seguiram-se incluindo ‘Guns of Navarone’ pelos Skatalites, ‘Carry Go Bring Come’ por Justin and The Dominoes, e ‘Rudy, Message to You’ by Dandy Livingstone. Em 1969, ‘The Israelites’ por Desmond Dekker tornou-se o primeiro produtor Jamaicano a gravar o primeiro hit em Inglaterra. Outros hits em 1969 incluiam ‘Monkey Man’ pelos Toots and The Maytals, ‘Long Shot kick De Bucket’ pelos The Pioneers e ‘Liquidator’ por The Harry J Allstars. É interessante notar que estes hits seriam gravados mais cedo na Jamaica e gradualmente começaram a aparecer nas listagem de discos no UK durante um longo período de tempo.

SkaSonic no Clandestino Bar

Parte V

RUDE BOYS


Como já mencionámos esta juventude foram os primeiros ouvintes de ska na Jamaica. Eram rebeldes e reagiam contra as tensões económicas. Copiaram o estilo dos gangsters de Hollywood usando fatos pretos , gravatas estreitas e chapéus Pork Pie, do tipo ainda hoje visto nos filmes de Tarantino como em ‘Reservoir Dogs’ e ‘Pulp Fiction’. Os Rude Boys viviam fora-da-lei sendo por vezes chamados de ‘Scofflaws’ (pessoas que viviam à margem da lei). As letras de ska na altura reflectiam a vida e o tempo dos Rude Boys. Alguns exemplos estão incluídos nos The Soul Brothers em ‘Lawless Street, com os Heptones ‘Gunmen Comin toTown’, Desmond Dekker ‘007 Shanty Town’, Dandy Livingstones em ‘Message to You Rudie’ e Prince Busters ‘ Judge Dread’ que decretou 400 anos de sentença para os Rude Boys.

Clement Dodd criou um pequeno grupo que se intitulavam a eles próprios de Rudies – Os Wailers, Bob Marley, Bunny Livingstone (Wailer) e Peter Macintosh ( mais tarde somente Tosh). Existe uma fotografia de Peter Tosh num album dos Waling Wailers inspirando um quadro de Jerry Dammers na Two Tone, mais tarde.

O modo de dançar dos Rude Boys e a música influenciaram o som ska. Ritmadamente eles erguiam os braços para a frente e para trás e adoptando uma postura mais ameaçadora que os estilo tradicional demonstrado por Ronnie e Jannette. Como resultado disto a música tornou-se mais agressiva rejeitando o estilo Boogie.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008


The Rough Kutz - Popstars

Parte IV

O nascimento do Ska

Como o mento fora, o ska nasceu na combinação de vários elementos musicais. Tanto o mento como o jazz foram combinados para produzirem um novo estilo que inicialmente foi chamado de ‘Shuffle’ ou mistura, sendo um caso típico destes os casos de Neville Esson, Owen Grey and the Overtakers. As novas empresas discográficas estavam sempre atentas a novos sons. Com a popularidade dos artistas americanos de R&B como sejam o caso de Fats Domino and Louis Jordan muitos músicos Jamaicanos passaram a incorporar os acordes dos blues com acordes de baixo do Boogie com o ritmo da guitarra mento.
Os offbeats começaram a serem mais curtos e mais destacáveis. Estes ritmos distintos eram tocados com guitarra e piano. O novo estilo musical começou a ser conhecido como ska. A primeira pessoa a gravar este ritmo ‘ska’ foi Ernest Ranglin em conjunto com Cluet Johnson (Clue J.) e os Blue Busters.

“Um dia estava eu a tentar tirar uns acordes para tocar algo e ele diz-me para que ‘as guitarras façam ska, ska, ska’. É devido a isso que nasceu o nome ska.” (Bunny Lee em Johnson and Pines).

Clue J também conhecido pelos seus amigos por ‘Love Skavoovie’. Muitos acham que o nome ska tenha origem na sua alcunha.

O ska rapidamente tornou-se a forma mais dominante na Jamaica. O seu sucesso coincidiu com a independência da Jamaica e pela partida dos Ingleses em 1962. Havia uma nova atitude na música indígena. O ska também teve um enorme sucesso na população jamaicana, e os produtores musicais tentaram exportá-la para o resto do mundo, tendo também sido acarinhada pelo governo jamaicano. Era a música nacional da Jamaica tendo sido mostrada ao mundo em 1964 no World Fair em Nova York. Os delegados jamaicanos incluíam Byron Lee e os Dragonaires, Jimmy Cliff, Prince Buster e os bailarinos Ronnie Nasralla e Jannette Phillips que deram a conhecer ao mundo os passos para ‘Backy Skank’, o ‘Rootsman Skank’ e o ‘Ska’.

Desde muito cedo que os movimentos de ska e algumas letras foram influenciadas por temas religiosos. Canções como ‘Wings of a Dove’ protagonizadas tanto pelos The Blues Busters e pelos The Wailers, ‘Oil in my Lamp’ por Eric Morris e ‘King of Kings’ por Jimmy Cliff foram temas usados. ‘Israelites’ por Desmond Dekker também protagonizaram caracteristicas nas letras. Outras letras de ska com mais orientação popular e com dialectos jamaicanos. Estas canções não tinham letras com senso como é o caso de ‘Humpty Dumpty’ e ‘Solomon Guindie’ ou românticas como seja com ‘Dancing Mood’ de Delroy Wilsons, que foi uma das primeiras canções de ligação entre o ska e do seu mais lento sucessor o Rocksteady (mais tarde). O contraste reflectia-se nas letras de ska com fundamento politico que reflectiam as preocupações que diziam directamente respeito aos Rude Boys.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A História do Ska - Parte III

Mento

O Mento é geralmente considerado como sendo a fusão de ritmos africanos e de melodias europeias que foram muito populares entre os anos 40 e 50. É um tipo de música acústica realizada nas ruas. É tocada por instrumentos portáteis como a guitarra, o banjo, o piano africano (kalimba) e os bongos. Musicalmente, o mento é similar ao estilo caribenho da Rumba. O ritmo básico segue a sequência 3+2+2 havendo uma acentuação mais forte na última batida de cada segmento. ‘Dis Long Time Gal’, ‘Water Come a Me Eye’ e ‘Banyan Tree’ são exemplos de canções tradicionais de mento. Melodias de Mento foram usadas muitas vezes em muitas letras comentando situações típicas e por vezes em alusões indirectas como é o caso de dos Jolly Boys em ‘Touch Me Tomato’.

A influência Jazz

As bandas populares tradicionais originalmente foram levadas da Jamaica pelas tropas britânicas e gradualmente começaram a ser integradas em alguns locais da Grã-Bretanha. Mais importante foi o programa musical da escola católica de Alpha Boys, no oeste de Inglaterra. A Alpha Boys era uma escola-reformatório católica com moral e princípios muito exigentes, mas o mais importante era que possuía uma grande orquestra. Também o mento era muito popular por todas as classes baixas, e esta já se tinham familirizado tanto com o Jazz Americano e Inglês desde 1930. os professores da Alpha School incluíram então o jazz na sua educação musical. Muitos dos músicos Jamaicanos conhecidos passaram por esta escola como é o caso de Tommy McCook, Don Drummond (The Skatelites) e Rico Rodriguez (The Specials).

Alguns dos estudantes depois de saírem da Alpha School começaram a actuar em Bandas de Jazz sendo influenciados por estrelas americanas como Duke Ellington e Count Basie. Mas foram poucas bandas de Rytm e Blues (R&B) que tiveram influência marcante nos músicos Jamaicanos. Programas de rádio americanos de R&B de Memphis, Miami e de New Orleans eram ouvidas nas rádios da Jamaica. Nestes programas foram decisivos e relevantes para as audiências Jamaicanas que cresceram com o aparecimento da ‘Radio Jamaica’ uma subsidiária da Rádio BBC.

Sound System & A indústria Jamaicana de discos

Com o crescimento das audiências da rádio iniciou-se o nascimento da indústria de musica Jamaicana. Ao mesmo tempo músicos itinerantes ‘Sound System’ surgiram competindo pela popularidade pública. Estes músicos itinerantes tiveram uma influência enorme na juventude jamaicana que controlavam o que as pessoas ouviam e importavam discos de R&B. Os mais importantes eram o Duke Reid e Clement Dodd. Reid era conhecido como ‘Trojan’ depois de usar uma caravana Trojan que usava no transporte de equipamento. Crê-se que a alcunha de Dodd que era Coxsone tenha sido retirado do seu jogador de Críquete preferido. Por volta de 1950 este dois conduziram uma disputa musical. Esta guerra chegou a um ponto que gangs conhecidos por ‘Dance Hall Crashers’ fossem criados para acabar com as festas de competição dos Sound System, obstruindo a sua ligação e lutando entre grupos. A este grupo dá-se o nome de ‘Rude Boys’ e estes foram os primeiros ouvintes e os primeiros impulsionadores do estilo da Dance Hall.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A História do Ska - Parte II

Em 1960 estas tradições continuaram com artistas como ‘Prince’ Buster, ‘Lord’ Tanamo e ‘Duke’ Reid para citar alguns nomes.

A par deste tipo de Carnaval combinou-se com o Quadrille que foi uma dança popular na Europa nos finais do séc. XVIII e foi adoptada pelas colónias escravas das plantações. A dança foi transformada pela população negra sendo exibida mais distintivamente pela tendência africana assim como de uma expressão de comédia. Os comentários de critica social foram muito importantes desde o início nas letras de ska.

Depois da emancipação dos escravos em 1834, a Jamaica experimentou um renascimento com o nascimento de dois sectores religiosos, que influenciaram o nascimento do ska. A Pukkumina manteve os elementos derivantes da cultura africana nos rituais usando os sons do corpo como as palmas como suporte rítmico. Também o soprar foi usado como batida dupla da percussão rítmica vocal induzindo um traço distinto entre os seus executantes. As características de percussão vocal ‘hup, hup, hup...’ e ‘Ch-ka-Ch-Ch’ ainda hoje são mantidas como essência da música Ska. Exemplos podem ser ouvidos com os Skatelites em ‘Guns of Navarone’, nos Madness em ‘One Step Beyond’ e mais recentemente com Pete Porker em ‘Chemical Imbalance’. A outra religião é chamada de Zion Revival e foi popular zonas Jamaicanas de maior concentração europeia. Esta música de renascimento era caracterizada por improviso de harmonias vocais e mudança de ritmos com o bater de palmas e de tambores que acompanhavam a canção. Elementos europeus como sejam bandas de metais, levados pelas tropas britânicas; e por marinheiros britânicos também foram influenciados pelo som destes cânticos. Existem literalmente centenas de cânticos usados para acompanharem todas as ocasiões como é o caso de ‘Let us Break Bread Together’ e uma canção de graças com ‘Dip Dem, Bedward’ um cântico de baptismo.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A História do Ska - Parte I


OS PRIMÓRDIOS DA CULTURA JAMAICANA

Para entendermos as origens do ska devemos ligar os seus elementos únicos musicais, e antes de mais, entender algumas das partes mais importantes da história Jamaicana.

A ilha da Jamaica foi descoberta pelos Europeus em 1494 por Colombo. Os Ingleses colonizaram-na e começaram a transportar escravos da costa oeste africana para trabalharem nas plantações. Em 1807 existiam mais de dois milhões de africanos na Jamaica, a trabalhar nas plantações Inglesas num dos sistemas mais brutais de escravatura de todo o mundo.

Assim os escravos africanos adoptaram uma filosofia própria estabelecendo o seu próprio sistema de crenças e valores nas comunidades escravizadas. Algumas das vertentes da música africana, como o Burru, foram adoptadas pelos proprietários brancos que acreditavam que ajudavam os escravos a trabalhar mais rapidamente, além de servirem para o entretenimento dos proprietários. Este tipo de entretenimento possibilitou aos escravos criassem um Carnaval tradicional permitindo aos seus participantes agissem como os seus opressores, vestindo-se de reis, rainhas, nobres e nobreza para satisfação dos seus senhores brancos.

SkaSonic no Clandestino Bar



Os Skasonic irão a primeira vez abanar o Clandestino Bar no dia 10 de Julho pelas 23:00.
Aos demais interessados e mesmo para aqueles que a sonoridade ska não faça parte dos seus conceitos musicas não devem perder, mais uma noite de folia.
Rude Boys, forever

terça-feira, 4 de março de 2008

SkaSonic


Ska, Rocksteady, Beat, Ska-Punk serão alguns dos géneros abordados no próximo dia 15 de Março no Espaço Riff Bar, após alguns meses de paragem.