quinta-feira, 10 de julho de 2008

A História do Ska - Parte II

Em 1960 estas tradições continuaram com artistas como ‘Prince’ Buster, ‘Lord’ Tanamo e ‘Duke’ Reid para citar alguns nomes.

A par deste tipo de Carnaval combinou-se com o Quadrille que foi uma dança popular na Europa nos finais do séc. XVIII e foi adoptada pelas colónias escravas das plantações. A dança foi transformada pela população negra sendo exibida mais distintivamente pela tendência africana assim como de uma expressão de comédia. Os comentários de critica social foram muito importantes desde o início nas letras de ska.

Depois da emancipação dos escravos em 1834, a Jamaica experimentou um renascimento com o nascimento de dois sectores religiosos, que influenciaram o nascimento do ska. A Pukkumina manteve os elementos derivantes da cultura africana nos rituais usando os sons do corpo como as palmas como suporte rítmico. Também o soprar foi usado como batida dupla da percussão rítmica vocal induzindo um traço distinto entre os seus executantes. As características de percussão vocal ‘hup, hup, hup...’ e ‘Ch-ka-Ch-Ch’ ainda hoje são mantidas como essência da música Ska. Exemplos podem ser ouvidos com os Skatelites em ‘Guns of Navarone’, nos Madness em ‘One Step Beyond’ e mais recentemente com Pete Porker em ‘Chemical Imbalance’. A outra religião é chamada de Zion Revival e foi popular zonas Jamaicanas de maior concentração europeia. Esta música de renascimento era caracterizada por improviso de harmonias vocais e mudança de ritmos com o bater de palmas e de tambores que acompanhavam a canção. Elementos europeus como sejam bandas de metais, levados pelas tropas britânicas; e por marinheiros britânicos também foram influenciados pelo som destes cânticos. Existem literalmente centenas de cânticos usados para acompanharem todas as ocasiões como é o caso de ‘Let us Break Bread Together’ e uma canção de graças com ‘Dip Dem, Bedward’ um cântico de baptismo.

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